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Trocar um bem ou serviço por algo que você queira. Aplicativo é lançado com essa proposta

Finpli foi lançado para testes em março por dois empresários em Curitiba e já conta com 1 mil usuários. Produtos que podem ser cadastrados na plataforma de troca vão desde roupas a imóveis, além serviços, como de beleza e consertos

Ao invés de dinheiro, você já pensou em usar seu trabalho ou oferecer algum bem pessoal em troca do que quer comprar? É com essa proposta de “moedas de troca” não-monetárias que o aplicativo Finpli acaba de ser lançado oficialmente. Na fase de testes, desde março, cerca de 1 mil pessoas já se cadastraram e catalogaram produtos, desde roupas a imóveis, e serviços que possam oferecer em troca de outros bens e serviços que queiram adquirir ou contratar. O que forma um ecossistema próximo a um “escambo virtual”.

Fundado pelos curitibanos Marcelo Kume e Luiz Fernando Gerber, a ideia surgiu quando Kume anunciou um relógio em um site de vendas conhecido e surgiram mais propostas de troca do que de compra. Gerber conta que começaram a pesquisar o mercado no ano passado e observaram que muitas pessoas estavam dispostas a oferecer produtos e serviços ao buscar oportunidades de trocas na internet. Mas faltava uma solução desenvolvida especificamente para esse público.

“As pessoas que gostam de trocar produtos têm dificuldade em encontrar opções na internet. Assim como no caso do anúncio do relógio do Marcelo, muitas oferecem produtos para troca em sites de vendas, para pessoas que não querem trocar. No Finpli todos os anúncios são publicados por pessoas que estão dispostas a estudar propostas de troca”, conta Gerber.

Para promover essa conversa, a empresa foi buscar inspiração nos aplicativos de relacionamentos, como o Tinder: a negociação via chat privado só é iniciada quando houver interesse recíproco na troca.

Quando alguém recebe uma mensagem de interesse em um item anunciado, ela pode visualizar todos os itens da outra parte previamente e, se o interesse é recíproco, o chat privado é iniciado para que elas possam combinar os detalhes da troca”, explica o executivo.

Todos os itens anunciados são cadastrados obrigatoriamente com o preço de referência, para servir como base antes de iniciar uma negociação. Cabe ao usuário avaliar se é interessante realizar a troca. Não há, porém, transações financeiras pelo aplicativo e nem moeda própria. O pagamento e a entrega deve ser combinados entre as pessoas.

O que pode ser ofertado? Produtos de beleza e cuidado pessoal, livros, jogos de videogame, roupas e acessórios, móveis, entre outros – são 35 categorias de produtos ao todo. Já em serviços, o destaque são serviços estética, limpeza, assistências técnicas, cursos e aulas particulares. O que está proibido é oferecimento de produtos que ofereçam risco à saúde ou à segurança, como armas, munições, explosivos, produtos farmacêuticos controlados e animais.

“Como o Finpli é gratuito, ele também é útil para uma grande parcela da população que é desbancarizada (cerca de 34 milhões de pessoas) a adquirir produtos e serviços à base de troca. Com a crise financeira gerada pela pandemia, muitas pessoas perderam a renda e o app é uma opção para quem está enfrentando dificuldades em comprar ou vender”, diz Gerber.

Para se cadastrar, é preciso baixar o aplicativo na Apple Store ou na Google Play e se cadastrar. É preciso, por exemplo, descrever os produtos que deseja trocar, com foto e descritivo, como em qualquer aplicativo de compra e venda, e indicar o preço de referência, que servirá como base para a negociação. Depois, é só esperar pelas ofertas de troca. O aplicativo é gratuito para as pessoas e a startup afirma que não pretende mudar isso.

“A ideia é monetizar de outras formas que não em comissão por cada troca, até porque não estará envolvido dinheiro em nenhuma transação. Por isso, para 2021 não há projeção de faturamento, uma vez que os planos de monetização, que na maioria passam por publicidade, têm relação direta com o tamanho da base”, explica a startup.

O foco este ano, portanto, é em expansão da base de usuários para o Sudeste e Sul – no primeiro mês se restringiu à Curitiba (PR) – e melhorias na funcionalidade e experiência do cliente. Atualmente conta com seis pessoas focadas no desenvolvimento e aperfeiçoamento da tecnologia, mas em breve, abrirá vagas para times comerciais e de atendimento.

Outro ponto observado é a proximidade física das pessoas. Assim como os aplicativos de relacionamento, usa um sistema de geolocalização para que os usuários encontrem pessoas próximas que tenham os produtos que queiram trocar e fazer a proposta.

“Além da dificuldade de encontrar boas oportunidades, grande parte desse público dá preferência para trocas por proximidade, no próprio bairro. Se, por exemplo, a troca envolver produtos de valores baixos, qualquer custo de deslocamento pode torná-la inviável. No Finpli, a ferramenta de busca por geolocalização facilita a vida dessas pessoas”, conta o empreendedor ao Valor Investe.

fonte: https://valorinveste.globo.com/objetivo/empreenda-se/noticia/2021/05/17/trocar-um-bem-ou-servico-por-algo-que-voce-queira-aplicativo-e-lancado-com-essa-proposta.ghtml?VALOR-INVESTE-POST-TOP-6H-item-sel-13,top,01834342-6553-4a1f-a0eb-31c60c20417b

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