Shadow

A COVID-19 e a metamorfose na administração

Devido às ações de combate a pandemia do novo coronavírus foram necessárias adaptações comportamentais não apenas no âmbito pessoal mas também no contexto organizacional.

Devido às ações de combate a pandemia do novo coronavírus foram necessárias adaptações comportamentais não apenas no âmbito pessoal, como também no profissional.

No que tange a gestão organizacional, grande parte das empresas passaram por um processo que poderíamos chamar de metamorfose ambulante – breve analogia a música de Raul Seixas lançada em 1973 – no qual foi e ainda é possível verificar a dinamicidade corrente das ações e situações contextuais mercadológicas.

Partindo para o contexto acadêmico podemos verificar contribuições de diversos teóricos que discorrem sobre capacidades dinâmicas, criatividade, inovação e tecnologia. Entretanto o contexto atual permite a observação da prática dos achados ainda que seja feita de forma obrigatória. Uma dessas práticas que ainda pouco disseminadas no panorama nacional foi o famoso home office o qual surge desconstruindo a ideia de eficiência atrelada apenas pela presença física. Muitas empresas com culturas flexíveis e voltadas à inovação já aplicavam o home office no seu cotidiano, entretanto a partir do novo cenário o que parecia impossível de se aplicar em organização “tradicionais” foi permissivo por meio da pressão por adaptação.

Apesar da distância entre os colaboradores especialistas defendem que a pratica permite maior interação entre a equipe por necessitar de um contato mais frequente facilitando feedbacks “fora da tendência”, ou seja, sem ciclo definido. Agora são passados de maneira mais ágil e prática, possibilitando maior flexibilidade na resolução de questões e melhorias comportamentais.

Ademais o uso de meios digitais se tornou cada vez mais valorizado e ferramentas tecnológicas se apresentam como fundamentais para prestação de suporte nas atividades cotidianas, trazendo um novo significado a maneira de trabalho e permitindo o desenvolvimento de soft skills.

Outro ponto que merece destaque é o e-commerce. O fato de ter acesso a redes sociais não significa dizer que o empreendedor está otimizando seu uso. Com a pandemia a valoração das redes sociais foi crescente e teve impactos diretos na forma de consumo refletidos também na maneira de ofertar produtos/serviços aos clientes. Grandes e pequenos empreendedores observaram a importância de investir em marketing digital o qual se transfigurou de uma ferramenta de apoio para uma ferramenta básica de divulgação que necessita de estratégias para atingimento dos resultados.

A economia low touch também emerge com mais força permitindo a inserção de novos modelos de negócios com base no menor contato direto entre vendedores e clientes, usando o e-commerce como meio de disseminação das informações e do processo de venda. Permitindo um olhar sinérgico entre as vendas regulares e um processo de venda que propicia maior autonomia de escolha dos clientes a partir de plataformas interativas.

Esses novos caminhos trilhados pelas organizações trarão consequências na maneira de gerir negócios possibilitando maior acessibilidade e capacidades dinâmicas. Para o enfrentamento das dificuldades é necessário desenvolver estratégias corporativas adaptáveis com foco nos objetivos pois como citado por Lewis Carroll “para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve” (CARROL, 1865).

Fonte: https://administradores.com.br/artigos/a-covid-19-e-a-metamorfose-na-administra%C3%A7%C3%A3o

Open chat
Clique na seta para digitar a sua mensagem